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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

ATUALIDADE: Aluna que tirou 1.000 na redação do Enem conta segredo para conseguir nota


No quarto da universitária Gabriela Almeida Costa, 19 anos, há  tantos livros que, como costuma dizer, falta até espaço para ela mesma. A rotina de leitura e uma média de duas horas diárias de estudos e treinos de escrita são apontadas por ela como esforços necessários para que seu nome ficasse no seleto grupo de 250 estudantes que tiraram a nota máxima (1.000) na redação da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Eu sou a ovelha negra da família (risos). 

Quando era criança, minha mãe lia para mim toda noite,  antes de dormir, até que eu aprendi a ler e comecei a devorar livros sozinha. Meus pais não gostam de ler”, conta a moça, que  cursa Geografia na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ela, no entanto, destaca que foi no ensino fundamental que treinou as principais habilidades exigidas no exame, com aulas diárias de português e provas com redação semanalmente, inclusive com a cobrança por temas da atualidade. 

A rotina de Gabriela é um exemplo do que indicam professores que trabalham na preparação de alunos para  o exame. Antes de encarar a folha em branco e as 30 linhas à espera de palavras ordenadas e coerentes para preenchê-las, o candidato precisa dedicar boas horas para ler e escrever conteúdos diversos. “Escrita e leitura andam de mãos dadas. O aluno que lê com frequência tem a chance de escrever melhor”, comenta a professora Helena Vieira, do Colégio Anchieta.

Para o professor Zé Silva, do Colégio Vitória-Régia, a dificuldade que os estudantes têm em fazer uma redação de qualidade se dá, muitas vezes, por conta da falta do hábito de ler. “A deficiência acontece porque falta leitura. Não adianta tentar fazer redação se não tem conteúdo, não tem o que escrever”, afirma o professor. Além de aumentar o repertório, a leitura ajuda no aprendizado das normas gramaticais, ao mostrar seu uso prático nos textos. “Se não fosse pela leitura constante, eu teria esquecido boa parte do que aprendi em relação à gramática. Não adianta aprender sem praticar”, afirmou Gabriela.
 
DA REDAÇÃO. (Com informações do Site Verdinho Itabuna).
 
 
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