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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ATUALIDADE: Criação de abelhas é alternativa de renda para a agricultura familiar em municípios baianos


Alimento rico em propriedades medicinais, o mel é um produto proveniente da criação das abelhas africanizadas (apicultura) e das abelhas sem ferrão (meliponicultura), culturas agrícolas que vêm se firmando na Bahia. O estado é o terceiro maior produtor de mel de abelhas africanizadas do Nordeste, com uma produção anual de mais de 600 mil toneladas. Conforme levantamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), este número é resultado do trabalho de 8 mil agricultores familiares baianos que vivem da criação e manejo destas abelhas. A meta da EBDA é formar, até 2015, 11 mil famílias rurais na apicultura.

Os municípios de Alagoinhas, Itaberaba, Itabuna, Irecê, Jequié, Juazeiro, Jacobina, Teixeira de Freitas, Ribeira do Pombal e Jequié são destaque na produção do mel. Outra referência é a Comunidade de Boa Vista, no município de Santa Bárbara, responsável pela produção de 2.450 litros de mel, a cada três meses. “Já cheguei a colher 300 litros de mel em dois meses”, conta o apicultor, Juracir Fisnando que mantém 350 colmeias junto com 40 famílias da comunidade.

Na Bahia, a criação de abelhas é uma atividade desenvolvida por agricultores familiares. De acordo com a farmacêutica e pesquisadora da EBDA, Alvanice Lins, a EBDA oferece aos apicultores e meliponicultores os serviços de análises físico-químicas de méis, pólen, própolis e extrato de própolis, por meio do Laboratório de Abelhas (LABE), localizado em Salvador. A empresa também testa a qualidade do mel, com a emissão do laudo que qualifica o produto para venda.

Além dos serviços de controle da qualidade dos produtos, o LABE desenvolve pesquisas aplicadas visando o desenvolvimento de tecnologias e processos como a desidratação do pólen de abelhas sem ferrão como a urucu, (Melipona scutellaris), além da identificação de propriedades terapêuticas e nutricionais do pólen para que o produto seja comercializado pelos agricultores. “A desidratação correta do pólen vai garantir ao agricultor um produto com maior tempo de prateleira e reduzir o risco de contaminação”, enfatiza Alvanice.

Fonte: EBDA
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